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16/02/2004 14:57
O ANALISTA
Essa história do Analista já rendeu o que tinha de render.
Seja lá quem for, acabou magoando pessoas com seus comentários despropositais e agressivos.
Estou postando agora, o capítulo final da novelinha.
Comecei a história e acho justo que ela tenha um fim.
Apenas um recado pro Analista.
Você pode voltar, pode comentar, pode fazer o que quiser.
Irei deletar todos os comentários.
Acabou a graça.
Volta pro seu esgoto, ok?
O MISTÉRIO DO BLOG - CAPÍTULO FINAL
Capítulo 10 - O Fim De Tudo
Tudo era muito estranho.
Ele não sabia o que acontecia.
Ele era o Analista.
Ele era o Buceteiro.
Ele era os dois. E ele desejava ser todos os outros.
Ele era homem. Ele era mulher. Ele era travesti. Ele era transexual. Ele era bissexual. Ele era pansexual.
Essa história toda estava realmente deixando-o atordoado. Não sabia mais o que se passava, quem era, o que queria.
Um rosto no espelho. Uma mente incompreendida. Ele era muito superior àquele bando de idiotas.
Finalmente tudo começava a clarear.
Ele começara toda a história do Analista como brincadeira. Era um deles. Fazia parte da turma. O Analista seria uma cartada e tanto. Todos diriam:
-Cara, que idéia genial. Como você é inteligente! Fez com que todos nós nos divertíssemos muito com aquilo.
Mas ele passou da mão e a brincadeira teve efeito contrário. Pessoas sentiram-se ofendidas.
Cambada de burros. Não sabem nem mesmo brincar.
Mas ele estava feliz. Havia gerado uma grande comoção. Listas de discussão. Horas e horas e a dúvida pairava:
Quem será o Analista?
Mas ele não poderia se manifestar. Queria mostrar a todos a sua genialidade. Que ELE era o Analista, mas não podia.
Era covarde.
NÃO SOU COVARDE! gritava no íntimo.
Era covarde e não teria coragem de se revelar. Sabia que os idiotas ofendidos não seriam mais seus amigos.
Na verdade, ele nunca teve amigos. Eram apenas colegas de trabalho. Nada mais que isso. Sentia ódio deles. Bem feito. Ele era um gênio. Havia brincado, se divertido com tudo aquilo e ninguém sabia quem ele era.
E isso o consumia. Ele tinha de se mostrar!
Mas a coragem faltava.
Continuava olhando-se no espelho.
Era um tarde. Meio do expediente. As pessoas em suas salas, na frente de seus micros, trabalhando, mandando e-mails, divertindo-se.
Era melhor deixar tudo como estava. A poeira baixaria e quem sabe um dia ele não se revelasse.
Voltou para sua mesa. Para seu computador.
Seus amigos estavam numa ridícula discussão por e-mail.
Ele resolveu participar. A vida continuava.
Ele realmente era covarde. Não iria se revelar.
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Dois anos depois alguns assassinatos chocaram todo o país. Um louco assassinava pessoas, esquartejava-as e deixava sobre seus corpos bilhetes impressos com uma análise de seus hábitos e dizendo o motivo deles terem morrido.
O assassino, tal qual um psicopata deixava alguns vestígios propositais. Mas o principal era a identificação. No final das análises, um nome, um pseudônimo:
O ANALISTA
À noite, sentado em frente à TV gargalhava com a manchete do Jornal Nacional:
-Mais uma vítima do psicopata auto-intitulado O Analista. A vítima dessa vez foi um rapaz, funcionário de uma empresa estatal. O bilhete, juntamente com uma análise sobre o assassino dizia: Leanlobo era patético. Moreceu morrer porquê um dia teve a incrível idéia de criar um blog e publicar uma novelinha sobre alguém muito inteligente que comentava com um pseudônimo...
FIM
enviada por O Potchoko
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